O Medo da Febre Aftosa no Brasil

setembro 28, 2011 | In: Sem categoria

Por: Nathalia Breder

 

Muito tem se falado sobre a Febre Aftosa e o foco de contaminação, que está acontecendo próximo à fronteira do Paraguai com o Brasil. A Febre é transmitida por um vírus com alto poder de mutação genético, com grande impacto na economia e rapidez na contaminação, acometendo muitos animais em pouquíssimo tempo.

Ele pode infectar além dos bovinos, os caprinos, ovinos e suínos entre outros. O animal infectado apresenta debilidade e fraqueza. Diminui a produção de leite e carne e a ingestão de alimentos, pois a doença causa aftas (ulcerações) na língua e nos cascos, dificultando tanto a apreensão e deglutição do alimento quanto a busca por ele no pasto.

Diante a contaminação de um animal, este deverá ser sacrificado e sua carcaça incinerada, assim como todos os outros animais positivos ou que estiveram em contato. Os excrementos e secreções desses animais devem ser isolados, já que podem veicular o vírus por muito tempo; é necessário uma desinfeção no local, vacinação dos animais e quarentena da fazenda/região.

Devido a este fato, o prejuízo para os criadores e para a economia nacional é enorme, já que países com foco de Febre Aftosa sofrem embargos internacionais, além da perda dos animais.Em casos como esse, o trânsito de animais deve ser controlado. Apenas animais com brincos e comprovadamente vacinados podem passar.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento disse que o Brasil não corre risco, já que grande parte da fronteira está vacinada e nas outras regiões já houve antecipação da vacinação. Mesmo assim, os reforços na fiscalização nessas áreas foram redobrados.

Apenas os países da América do Norte, América Central e Oceania são considerados livres de Febre Aftosa. No Brasil, a suspeita da doença  é de comunicação imediata às autoridades oficiais, e estas devem responder em até 8h após a notificação.

Em 1992 foi implantado no Brasil o programa de erradicação da doença, com expectativa de que até 2005 seria considerado livre, mas em 1993 houveram focos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em 2001 o país conseguiu o reconhecimento de algumas áreas livres da Febre Aftosa por meio de vacinação, mas não durou muito, pois em 2005 algumas dessas áreas apresentaram a doença e mostraram a fragilidade do programa implementado pelo governo.

Hoje temos 14 estados mais o Distrito Federal, considerados livres da doença por meio da vacinação: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe, Tocantins, Rondônia e Santa Catarina. Outros estados são considerados “Tampões” e a grande parte da região Norte e Nordeste continua como área infectada.

Fonte:

http://www.agricultura.gov.br/febreaftosa

http://www.agrolink.com.br/aftosa

 

 

1 Response para O Medo da Febre Aftosa no Brasil

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Soraya Muñoz

dezembro 19th, 2011 às 8:55

Apenas complementando com uma informação: o estado de Santa Catarina é livre SEM vacinação. É o único estado brasileiro que não realiza mais a campanha de vacinação contra a febre aftosa.

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